quarta-feira, 3 de março de 2010

Saudade


Infinitamente algures

Porque há dias tocados de cinza, que seu ser mora longe,

na memória, na saudade!

terça-feira, 2 de março de 2010

Renovo



Bragança (Fevereiro, 2008)

O tempo,
temperado com paciência e serenidade,
garante o amadurecimento ou renovo

... até da alma!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eu Menino


Famalicão, 2008
Quero agora ser menino
Nem que seja por um dia
Crer em gnomos e fadinhas
Acreditar que o destino
Se faz de sonho e de magia
E nas manhãs, bem cedinho,
Se vê, no orvalho, em luzinhas.

Quero ser companheiro da lua
Correr meio mundo num dia
Voar para lá do mar
Fazer léguas de pasmar
E botas de gato, calçar.
Dar aos meus passos magia.

Pintar o sol num sorriso,
Dizer gestos de improviso
Num textinho de mimar.
E com eles encantar
Os pássaros do meu jardim
E as nuvens, que lá no céu,
Se afastam, se juntam e brincam
Com os desenhos que pintam
Em branco, azul e marfim.

Fazer rufar um tambor
Mover exércitos tamanhos
Criar animais estranhos
Que povoam todo o mundo.
Desde bichos doutras eras
A criaturas e feras
Que voam pelas galáxias
Do universo profundo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo


Vila Pouca de Aguiar, 2009 (ainda)
Como é limpa a quietude de manhã de ano novo!
Longe está o desassossego dos dias.

No passado…
Actos findos.
Arquivados por assuntos
Em gavetas de memória.

Umas fechadas,
Outras abertas,
Outras com inscrições no exterior, de caligrafias diversas:
sYs
A esquecer
IMPORTANTE NÃO ESQUECER
Sabores
Aromas
Olhares
Secreto x
-&~
ses
Morto e acabado!
De tudo um pouco
Há nos dias do passado!

E no futuro?
Um caminho como a manhã de ano novo!
Limpo e virgem …
Pronto para o desassossego…
Da construção de memórias.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

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Imagens em Famalicão, 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Brumas


Ervedosa (Vinhais), 2009
Por vezes....
O olhar só se exerce em distâncias de toque.
Depois ... as brumas!

Elas que encobrem o real
E lhe oferecem a não existência!

Ou então...
Que lhe atribuem mistério bastante
Para que se faça
Magicamente atractivo e voluptuoso!

Para ser, ele todo,
Para lá do mar de todas as descobertas
E de monstros inigualáveis,
O descanso dos sentidos e do ser
O continente da luz
O lugar do prazer!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Lágrima


Ervedosa (Vinhais), 2009

Porque…
Mesmo nas dores
e para lá das lágrimas…

Sempre pode existir uma luz
capaz de calar o frio dos dias de ontem
e abrir lugar a olhares novos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Partida


Remisquedo (Bragança), 2009
Secou-se a terra de gentes
Que araram penedias
Levou-as o futuro prometido
Para longe das serranias.

E assim, há dias de hoje
Em que nem o ar se atreve a quebrar o silêncio.
Para que se sintam vozes de história,
Vozes de gentes em memória
De antigos desassossegos.
Uns com estios
Outros com invernias
E os últimos, com a partida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Silêncio


Avelanoso, 2009
Hoje sabe-me o silêncio,
Faz-se, da cor, paladar.
Tocam, as papilas,
O frio do ar
E confundem-se!

Confundem-se no sabor da cor
Refrescada por orvalho, bem cedo,
À maternidade dos dias.

E que, por tons de Outono,
Se afirma nas pétalas em canteiros,
Se cede ao ar em folhas caídas,
Se esbanja, para deleite,
Em bosques de arvoredo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Paliçada


Porto (Parque da Cidade, 2009)
Arrisca a cidade dos medos,
Vai ao futuro e vence-o.
Passa para lá do tempo e do ser,
Faz-te brilhar no universo.

Cria-te em homem novo,
Desfaz-te de ti e arrisca
Ultrapassar as barreiras
Que doem, que ardem, que moem.

Voa para lá do olhar.
Vence a paliçada que trava
Os caminhos da tua luz.
Que o hoje é, afinal,
Apenas e só.
Ligeiro impedimento ao amanhã.