segunda-feira, 14 de junho de 2010

Céu livre


Seide (V. N. Famalicão), 2010
Nem a cidade me tolhe,
Nem os muros me matam os sonhos.

Porque bem alto é o voo
De quem deseja voar
Para lá do horizonte
E atingir o firmamento.

É que as asas do olhar
Alimentadas de paixão,
Numa nesga de céu livre
Já revêem sua razão.

sábado, 29 de maio de 2010

Água


VNF, 2009

Quando, em simples gota de água,
Sorriem raios de sol de manhã fria,
Recordam-se brilhos esquecidos em tardes quentes.
E assim se fazem ternos, amenos e doces os tons do ser!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Es(c/tr)ada


Vila Nova de Famalicão, 2010 (Fundação Cupertino de Miranda)
"Ama como a estrada começa."
Desta vez não escrevo, copio!
Copio Mário Cesariny, cuja colecção integra o espólio da Fundação Cupertino de Miranda.

domingo, 25 de abril de 2010

Como Cravo de Abril

Sejas de Aliste (Zamora - Espanha) 2010

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Minha missão não é prender,
É cuidar para libertar!
Mas como Cravo de Abril,
Também meu destino tem hora!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Olhar e olhar

 
Famalicão, 2010

O olhar que mora nos olhos é um olhar incompleto.
Ele não tem passado
E desconhece o futuro.
Ele não vê a outra face da lua!

Contudo…
Ela existe, está lá
E também é dona das marés.


Quem vê mais longe,
Quem acredita que a lua tem outra face
Usa outros olhos.`
E é com esses que procura,
Nos outros e em si,


Cada pedaço de SER!

sábado, 10 de abril de 2010

Tempo


Avelanoso, 2010

E as marcas do tempo…

Cada um tem as suas!

Umas são leves, singelas,

Dadas a olhos que as notam, que as percebem…

E que lêem as histórias que contam!

Outras profundas, vincadas,

Que são reveladas nuas,

Assim como foram marcadas,

Na pele, na carne e na alma

Como se fosse destino

Mandado pelas linhas da palma.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O fim do tempo


Guimarães, Paço dos Duques de Bragança (2010)

A felicidade não mora lá, onde a escada acaba.
Mesmo que a cor desse lugar seja mais alva,
Mesmo que os desejo de lá chegar seja grande...

A felicidade tem que morar nos dias de cá,
Nos degraus da subida que se fazem de todas as cores.
Umas vezes de alegrias,
Outras vezes de dores.

A felicidade há-de fazer-se aqui,
Com o martelo dos dias,
No ferro bárbaro do tempo!


(Em memória do meu amigo Paulo que decidiu parar seu tempo...)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Saudade


Infinitamente algures

Porque há dias tocados de cinza, que seu ser mora longe,

na memória, na saudade!

terça-feira, 2 de março de 2010

Renovo



Bragança (Fevereiro, 2008)

O tempo,
temperado com paciência e serenidade,
garante o amadurecimento ou renovo

... até da alma!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eu Menino


Famalicão, 2008
Quero agora ser menino
Nem que seja por um dia
Crer em gnomos e fadinhas
Acreditar que o destino
Se faz de sonho e de magia
E nas manhãs, bem cedinho,
Se vê, no orvalho, em luzinhas.

Quero ser companheiro da lua
Correr meio mundo num dia
Voar para lá do mar
Fazer léguas de pasmar
E botas de gato, calçar.
Dar aos meus passos magia.

Pintar o sol num sorriso,
Dizer gestos de improviso
Num textinho de mimar.
E com eles encantar
Os pássaros do meu jardim
E as nuvens, que lá no céu,
Se afastam, se juntam e brincam
Com os desenhos que pintam
Em branco, azul e marfim.

Fazer rufar um tambor
Mover exércitos tamanhos
Criar animais estranhos
Que povoam todo o mundo.
Desde bichos doutras eras
A criaturas e feras
Que voam pelas galáxias
Do universo profundo.