
Famalicão (da janela da minha sala de aula), 2011
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Recuso-me a tentar palavras que escrevam melhor!
Apenas, com o meu olhar, me comprometo. Só.

Famalicão (Casa das Artes), 2011![]() |
Lousado (estação da CP), 2009 |


Arrimal (Porto de Mós), 2010
Não há como a casa dos nossos amigos como lugar de bem-estar.
Não há como sentir, num gesto de despedida, o abraço da chegada!
E reter, de um adeus ouvido, o mais sincero " Volta sempre".
Não há como... à partida, assumir o regresso!

Serra dos Candeeiros (2010)
A solidão não se mede em metros.
Nem em pés, nem em palmos!
A solidão não se desenha em isométricas num mapa de relações.
A solidão apenas se mede nas faltas que determina, de sorrisos, de afectos...
De abraços!
E o próximo pode estar só, por não ter braços que acolham, nem voz que quebre silêncios.
E as velas, dadas ao vento, levam longe um rumorejo e, nele, palavras pequenas, ditas lentas, em murmúrio que aconchegam e afagam.
Que despertam emoções.
Que fazem cordas e nós...
Que fazem laços e afirmam:

Famalicão (Portela - nascente do Pelhe), 2010
Pedi, numa só palavra, descanso às minhas asas.
Para nelas assentar meu voar pelas ideias,
Certo de que é esse ar onde acontece meu voo!
E que palavra do mundo foi poiso ao meu descanso? ...
Um ramo seco em Estio.
Apeteceu desdenhar...
E depressa abandonar esse poiso tão bravio!
Mas no mundo das coisas, também como nas ideias...
Nada é nada sem razão
E um ramo em Estio...
Já mereceu outra cor,
Já foi verde, já foi fresco,
Já foi um pé de flor!

VNF, 2009
Quando, em simples gota de água,
Sorriem raios de sol de manhã fria,
Recordam-se brilhos esquecidos em tardes quentes.
E assim se fazem ternos, amenos e doces os tons do ser!
Sejas de Aliste (Zamora - Espanha) 2010
E as marcas do tempo…
Cada um tem as suas!
Umas são leves, singelas,
Dadas a olhos que as notam, que as percebem…
E que lêem as histórias que contam!
Outras profundas, vincadas,
Que são reveladas nuas,
Assim como foram marcadas,
Na pele, na carne e na alma
Como se fosse destino
Mandado pelas linhas da palma.

Guimarães, Paço dos Duques de Bragança (2010)
A felicidade não mora lá, onde a escada acaba.
Mesmo que a cor desse lugar seja mais alva,
Mesmo que os desejo de lá chegar seja grande...
A felicidade tem que morar nos dias de cá,
Nos degraus da subida que se fazem de todas as cores.
Umas vezes de alegrias,
Outras vezes de dores.
A felicidade há-de fazer-se aqui,
Com o martelo dos dias,
No ferro bárbaro do tempo!