quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Paleta

Póvoa de Varzim, 2008

E de tudo misturo um pouco
Na paleta das minhas cores.

Misturo luzes e sombras,
Misturo terras com céu.
Misturo mar e maresia,
Misturo sal com humores.

Misturo a beleza das noites
Com o sabor das manhãs!
Misturo sonhos e dores
Alegrias eternas ou vãs.

Misturo água e ar,
Sem exigir harmonia.
Misturo bem devagar,
Que a mistura assim feita
Me transportará à magia
De sentir com olhos de ver,
De ver com olhos sentidos,
De fazer, da pele, olhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Primavera


Famalicão (da janela da minha sala de aula), 2011
...

Recuso-me a tentar palavras que escrevam melhor!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Silêncio

  Famalicão (Casa das Artes), 2011

Em silêncio…

Até que dedos, mãos, braços e corpo inteiro
Me vibrem até à alma

domingo, 16 de janeiro de 2011

Caminhos

Lousado (estação da CP), 2009
Um dia alguém se zangou com o mapa das suas linhas e não soube como fazer!
Melhor seria que se livrasse dessa fúria e determinasse o mapa das suas linhas por as viver!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sol

Cada dia tem que ter direito a um sol novo ...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Silêncio

Arrimal (Porto de Mós), 2010

Em crescente.
Quando teu corpo parece sorriso.
Penso-te em reserva de luz
Para outra noite te abrires, majestosa, em luar.

Quando és luz cheia,
Distribuis prata na noite,
Todas as sombras da noite são mágicas
E essa luz faz sentido.

E quando te escondes em silêncio?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Acordar

Vila Nova de Famalicão, 2010

Acordar em manhã de Outono,
Com o primeiro raio de sol a rasgar as névoas,
É quase sempre um bocejo preguiçoso.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cor improvável


Serra dos candeeiros (Gruta das Alcobertas), 2010


Onde houver um olhar iluminado
Não há grutas escuras
Nem abismos.
Não há breu!

Mas há veredas
E há formas.
Há cor

Mesmo nas entranhas da terra ou do ser.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Longe


Famalicão, 2010


Para ver longe há que subir alto,
Perder os medos e aprender a voar,

Para ver longe há que largar as amarras da terra
E usar os ventos dos ares


Há que dar espaço à alma
Há que ser sonho e vontade
Há que amar a liberdade.



Mas…
Para ver longe há que ter a quem dar a mão!


Porque só …
Ver longe, pode apenas ser…

UMA TRISTE SOLIDÂO!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amigos


Arrimal (Porto de Mós), 2010

Não há como a casa dos nossos amigos como lugar de bem-estar.
Não há como sentir, num gesto de despedida, o abraço da chegada!
E reter, de um adeus ouvido, o mais sincero " Volta sempre".
Não há como... à partida, assumir o regresso!