sábado, 19 de março de 2011

Pára o tempo

Trás-Os-Montes profundo, 2010

Pára o tempo.

Ou que não pare!
Galope, se é seu contento.

Que manda o relógio no tempo?
Quando um momento é eterno.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Paleta

Póvoa de Varzim, 2008

E de tudo misturo um pouco
Na paleta das minhas cores.

Misturo luzes e sombras,
Misturo terras com céu.
Misturo mar e maresia,
Misturo sal com humores.

Misturo a beleza das noites
Com o sabor das manhãs!
Misturo sonhos e dores
Alegrias eternas ou vãs.

Misturo água e ar,
Sem exigir harmonia.
Misturo bem devagar,
Que a mistura assim feita
Me transportará à magia
De sentir com olhos de ver,
De ver com olhos sentidos,
De fazer, da pele, olhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Primavera


Famalicão (da janela da minha sala de aula), 2011
...

Recuso-me a tentar palavras que escrevam melhor!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Silêncio

  Famalicão (Casa das Artes), 2011

Em silêncio…

Até que dedos, mãos, braços e corpo inteiro
Me vibrem até à alma

domingo, 16 de janeiro de 2011

Caminhos

Lousado (estação da CP), 2009
Um dia alguém se zangou com o mapa das suas linhas e não soube como fazer!
Melhor seria que se livrasse dessa fúria e determinasse o mapa das suas linhas por as viver!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sol

Cada dia tem que ter direito a um sol novo ...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Silêncio

Arrimal (Porto de Mós), 2010

Em crescente.
Quando teu corpo parece sorriso.
Penso-te em reserva de luz
Para outra noite te abrires, majestosa, em luar.

Quando és luz cheia,
Distribuis prata na noite,
Todas as sombras da noite são mágicas
E essa luz faz sentido.

E quando te escondes em silêncio?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Acordar

Vila Nova de Famalicão, 2010

Acordar em manhã de Outono,
Com o primeiro raio de sol a rasgar as névoas,
É quase sempre um bocejo preguiçoso.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cor improvável


Serra dos candeeiros (Gruta das Alcobertas), 2010


Onde houver um olhar iluminado
Não há grutas escuras
Nem abismos.
Não há breu!

Mas há veredas
E há formas.
Há cor

Mesmo nas entranhas da terra ou do ser.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Longe


Famalicão, 2010


Para ver longe há que subir alto,
Perder os medos e aprender a voar,

Para ver longe há que largar as amarras da terra
E usar os ventos dos ares


Há que dar espaço à alma
Há que ser sonho e vontade
Há que amar a liberdade.



Mas…
Para ver longe há que ter a quem dar a mão!


Porque só …
Ver longe, pode apenas ser…

UMA TRISTE SOLIDÂO!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amigos


Arrimal (Porto de Mós), 2010

Não há como a casa dos nossos amigos como lugar de bem-estar.
Não há como sentir, num gesto de despedida, o abraço da chegada!
E reter, de um adeus ouvido, o mais sincero " Volta sempre".
Não há como... à partida, assumir o regresso!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Solidão


Serra dos Candeeiros (2010)

A solidão não se mede em metros.
Nem em pés, nem em palmos!
A solidão não se desenha em isométricas num mapa de relações.

A solidão apenas se mede nas faltas que determina, de sorrisos, de afectos...
De abraços!

E o próximo pode estar só, por não ter braços que acolham, nem voz que quebre silêncios.
E as velas, dadas ao vento, levam longe um rumorejo e, nele, palavras pequenas, ditas lentas, em murmúrio que aconchegam e afagam.

Que despertam emoções.
Que fazem cordas e nós...
Que fazem laços e afirmam:



"Não há SÓ em ti!!!"



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Carinho


Alvão, 2010

Carinho é luz que o vento transporta.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como libélula II


Famalicão (nascente do Pelhe), 2010

E abri as minhas asas ao vento do desejo, ao calor das emoções...
E novo voo não reconhecerá chão que não seja flor.

domingo, 25 de julho de 2010

Como libélula


Famalicão (Portela - nascente do Pelhe), 2010

Pedi, numa só palavra, descanso às minhas asas.
Para nelas assentar meu voar pelas ideias,
Certo de que é esse ar onde acontece meu voo!

E que palavra do mundo foi poiso ao meu descanso? ...
Um ramo seco em Estio.

Apeteceu desdenhar...
E depressa abandonar esse poiso tão bravio!
Mas no mundo das coisas, também como nas ideias...
Nada é nada sem razão
E um ramo em Estio...
Já mereceu outra cor,
Já foi verde, já foi fresco,
Já foi um pé de flor!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Céu livre


Seide (V. N. Famalicão), 2010
Nem a cidade me tolhe,
Nem os muros me matam os sonhos.

Porque bem alto é o voo
De quem deseja voar
Para lá do horizonte
E atingir o firmamento.

É que as asas do olhar
Alimentadas de paixão,
Numa nesga de céu livre
Já revêem sua razão.

sábado, 29 de maio de 2010

Água


VNF, 2009

Quando, em simples gota de água,
Sorriem raios de sol de manhã fria,
Recordam-se brilhos esquecidos em tardes quentes.
E assim se fazem ternos, amenos e doces os tons do ser!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Es(c/tr)ada


Vila Nova de Famalicão, 2010 (Fundação Cupertino de Miranda)
"Ama como a estrada começa."
Desta vez não escrevo, copio!
Copio Mário Cesariny, cuja colecção integra o espólio da Fundação Cupertino de Miranda.

domingo, 25 de abril de 2010

Como Cravo de Abril

Sejas de Aliste (Zamora - Espanha) 2010

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Minha missão não é prender,
É cuidar para libertar!
Mas como Cravo de Abril,
Também meu destino tem hora!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Olhar e olhar

 
Famalicão, 2010

O olhar que mora nos olhos é um olhar incompleto.
Ele não tem passado
E desconhece o futuro.
Ele não vê a outra face da lua!

Contudo…
Ela existe, está lá
E também é dona das marés.


Quem vê mais longe,
Quem acredita que a lua tem outra face
Usa outros olhos.`
E é com esses que procura,
Nos outros e em si,


Cada pedaço de SER!