quinta-feira, 24 de março de 2011

Olha.. ouve!


Famalicão (Casa Das Artes), 2011

Olha como é frio o silêncio do teu corpo
Abandonado nos bastidores da poesia.
Vem ao amor. Abre o desejo e grita.

Ouve teus tons que passam a linha da ribalta
E me penetram em sopro quente e cheio.

Faz-te de mim...
Deixa que o nome que te der
te soe sentido.
Que seja resposta de ser
ao som exercido e partilhado.

Afinal...
antes de dado,
nem era teu...
Nem o som era!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Lua


18/03/2011 - Vila Nova de Famalicão

 
19/03/2011 - Vila Nova de Famalicão

 
20/03/2011 - Vila Nova de Famalicão

E mostre-se assim a Lua,
À Terra e aos olhos

De quem os levantar
Para olhar o firmamento,
Numa noite de luar!

sábado, 19 de março de 2011

Pára o tempo

Trás-Os-Montes profundo, 2010

Pára o tempo.

Ou que não pare!
Galope, se é seu contento.

Que manda o relógio no tempo?
Quando um momento é eterno.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Paleta

Póvoa de Varzim, 2008

E de tudo misturo um pouco
Na paleta das minhas cores.

Misturo luzes e sombras,
Misturo terras com céu.
Misturo mar e maresia,
Misturo sal com humores.

Misturo a beleza das noites
Com o sabor das manhãs!
Misturo sonhos e dores
Alegrias eternas ou vãs.

Misturo água e ar,
Sem exigir harmonia.
Misturo bem devagar,
Que a mistura assim feita
Me transportará à magia
De sentir com olhos de ver,
De ver com olhos sentidos,
De fazer, da pele, olhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Primavera


Famalicão (da janela da minha sala de aula), 2011
...

Recuso-me a tentar palavras que escrevam melhor!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Silêncio

  Famalicão (Casa das Artes), 2011

Em silêncio…

Até que dedos, mãos, braços e corpo inteiro
Me vibrem até à alma

domingo, 16 de janeiro de 2011

Caminhos

Lousado (estação da CP), 2009
Um dia alguém se zangou com o mapa das suas linhas e não soube como fazer!
Melhor seria que se livrasse dessa fúria e determinasse o mapa das suas linhas por as viver!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sol

Cada dia tem que ter direito a um sol novo ...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Silêncio

Arrimal (Porto de Mós), 2010

Em crescente.
Quando teu corpo parece sorriso.
Penso-te em reserva de luz
Para outra noite te abrires, majestosa, em luar.

Quando és luz cheia,
Distribuis prata na noite,
Todas as sombras da noite são mágicas
E essa luz faz sentido.

E quando te escondes em silêncio?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Acordar

Vila Nova de Famalicão, 2010

Acordar em manhã de Outono,
Com o primeiro raio de sol a rasgar as névoas,
É quase sempre um bocejo preguiçoso.