sexta-feira, 6 de abril de 2012

Puzzle

Landim, (V.N. Famalicão), 2012

Todos os dias,
Sem descanso, nem cansaço,
Movo uma ou duas peças
Do estranho puzzle da vida.

Abraço
O quebra-cabeças constante
De uma missão não cumprida.
E abre-se a luz à visão,
Quando me detenho,
Por um instante,
Em frente a uma peça movida
Que me requereu a razão

Miro
As jogadas da história
Peno erros, desalentos
Risco passos, faço pausas
Tento traços de destino
Busco, em abraços da memória,
Efeitos, razões e causas
De algum sentido perdido
Na estrada percorrida

Perco-me
Confesso, um pouco mais,
Para sorrisos de encanto,
Nos desenhos irreais
Dos jogos de peças trocadas
Que percebo,
Neste cantinho onde guardo,
O Puzzle do meu caminho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sorriso

Avelanoso, 2011

― Brilhaste?…
― Refleti-te, apenas.
― Estava aqui e vi-te sorrir.
― Aqueceste-me!
― E assim, brilhaste!
― Notou-se?
― Numa centelha alva e fresca...


É bem que se notem os encontros dos sorrisos, dos brilhos e dos reflexos.

Feliz Ano Novo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Cada vez que o gelo dos dias
Se fizer em gota de água cristalina,
Oferecida a um raio de luz,
Haverá Natal!



Boas Festas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Olhar

Chaves, 2008

Olhei com olhar de terra
E cansei os meus olhos assim.
Secaram em pardo desejo de ver verde,
De se ver céu.

Olhei com olhos de mar
E confundiu-se uma lágrima
Com céu, em desejo de ver verde,
De ver terra.

Olhei com olhos de infinito
E vi, de mim ao horizonte,
Todas as cores de um olhar.

sábado, 12 de novembro de 2011

Poesia

Vila Nova de Famalicão, 2009

Fazem-me falta as palavras de poeta,
Que libertam emoções,

Quando outras palavras me prendem, me amordaçam, me enferrujam o olhar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como o rio

Miranda do Douro, 2011

E o céu, 
Como um rio
Corre no ar da cidade
Que se faz brilho
Se faz luz
Se oferece ao olhar
Em prata fresca de outono.

Toda pedra,
Toda alma, 
Toda ser.
Desce da planura ao vale.

Do ouro do Estio
Ao Douro de sempre.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Olhar atento


Avelanoso (Vimioso, Bragança), 2011

Não sei como o meu olhar foi tido.
Nem sei sequer,
Se despertou alguma curiosidade,
A minha declarada curiosidade.

Mas sei...
Que não é o meu olhar o mais atento.
Ou se o for...
É um de dois olhares atentos.

O meu...
Pousado sobre o momento,
Apenas contemplou a atenção
De outro olhar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pão

Arrimal (Porto de Mós), 2011
A abrir, 
O pão também é um segredo.
Adivinha-se, claro!
Como se adivinha o ser, pelo parecer.
Bom aspecto... claro na aparência...
Tostado que baste, 
Elegante na forma!

Mas...
É a dúvida quebrada no corte da côdea,
Na forma como reage 
E se oferece.

Depois ...
Suave aroma 
E apetite saciado com um toque de sal.
Fantástico!

sábado, 25 de junho de 2011

"http://reflexosdomeuolhar.blogspot.com/"

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fora da luz


Famalicão, 2011

E ...
Hoje não havia mais lua no céu?
Ou se escondeu ao meu olhar,
Ou fugiu da luz,
Ou foi desta vez que um rato roeu a lua!
Será mesmo feita de queijo?

E porque não?
Porque não acreditar nas histórias que se contam às crianças
E sorrir!
Porque não fingir acreditar
E sorrir!
Porque não fingir.

Fingir e sorrir,
Com vontade!