sábado, 4 de agosto de 2012

Palavras D' Olhar




A partir de ontem, "Palavras D'Olhar" está aberta a público, em Bragança, no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, até ao dia 22 de Setembro, na Sala Miguel de Cervantes, desde as 09:30 às 12:00 e das 14:00 às 21:00. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Passos

Algures a norte da Póvoa de Varzim, 2007

A onda que lava os passos na areia
não apaga a memória da praia.

Fluída se faz cheiro, calor e cor,
que o vento leva devagar
para viver a seu tempo,
em outro lugar...

Como molécula de maresia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pedras



Vila Nova de Famalicão, 2012

Não me deixes fazer castelos
Com as pedras
encontradas nos caminhos.

Hei-de fazer castelos de nuvens,
Sonhos de ver longe e voar,
Muralhas que são para mirar
Palavras no firmamento.

Deixa-me sorrir

Guardar cada pedra
Em cofres bem pequeninos,
Forrados de azuis marinhos,
Como preciosas relíquias de sentir.

Ou então…
Faz-me fazer carinhos
Com as pedras dos caminhos.

Talhar ideias, lavrar,
Riscar sulcos de pensamento,
Ladrilhar a cada momento
Veredas de caminhar
As rotas do sentimento.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Silêncio

Alqueidão da Serra (Porto de Mós), 2012

No silêncio...
Até as palavras se temem.

Não vão elas...
Ser tufão em vez de brisa.
Não vão elas...
Ser raio, trovão ou vento forte.
Não vão elas...
Ser nuvem de breu em vez de azul.

Não vão elas...
Carregar de norte a sul...
Esconder o sol,
Cerrar o horizonte e acordar tempestades.



sábado, 5 de maio de 2012

Primavera

Famalicão, 2012

Se tiver que abandonar 
Desejos de vento novo
Que havia de me levar
Por universos de azul,

Se tiver que esquecer
Viagens ao infinito! 
Se tiver que ficar...

Que seja preso a promessas de primavera
Me faça colorido companheiro
De renovos e juvenis,
Da natureza em flor. 



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Puzzle

Landim, (V.N. Famalicão), 2012

Todos os dias,
Sem descanso, nem cansaço,
Movo uma ou duas peças
Do estranho puzzle da vida.

Abraço
O quebra-cabeças constante
De uma missão não cumprida.
E abre-se a luz à visão,
Quando me detenho,
Por um instante,
Em frente a uma peça movida
Que me requereu a razão

Miro
As jogadas da história
Peno erros, desalentos
Risco passos, faço pausas
Tento traços de destino
Busco, em abraços da memória,
Efeitos, razões e causas
De algum sentido perdido
Na estrada percorrida

Perco-me
Confesso, um pouco mais,
Para sorrisos de encanto,
Nos desenhos irreais
Dos jogos de peças trocadas
Que percebo,
Neste cantinho onde guardo,
O Puzzle do meu caminho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sorriso

Avelanoso, 2011

― Brilhaste?…
― Refleti-te, apenas.
― Estava aqui e vi-te sorrir.
― Aqueceste-me!
― E assim, brilhaste!
― Notou-se?
― Numa centelha alva e fresca...


É bem que se notem os encontros dos sorrisos, dos brilhos e dos reflexos.

Feliz Ano Novo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Cada vez que o gelo dos dias
Se fizer em gota de água cristalina,
Oferecida a um raio de luz,
Haverá Natal!



Boas Festas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Olhar

Chaves, 2008

Olhei com olhar de terra
E cansei os meus olhos assim.
Secaram em pardo desejo de ver verde,
De se ver céu.

Olhei com olhos de mar
E confundiu-se uma lágrima
Com céu, em desejo de ver verde,
De ver terra.

Olhei com olhos de infinito
E vi, de mim ao horizonte,
Todas as cores de um olhar.

sábado, 12 de novembro de 2011

Poesia

Vila Nova de Famalicão, 2009

Fazem-me falta as palavras de poeta,
Que libertam emoções,

Quando outras palavras me prendem, me amordaçam, me enferrujam o olhar.