terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Às tardes


Vila Nova de Famalicão, 2016


Às tardes,
leio nas cores da lua nascente
as palavras de um poema que não escrevo
E o enredo
de uma história diferente
da escrita pelas horas do dia.

Às tardes,
não escrevo as palavras da lua
e o poema fica lá, no olhar que a contempla
e no silêncio quente do poente. 

Às vezes, a lua é regresso à poesia.

1 comentário:

Dulce disse...

Ah, a magia que a lua desperta nas almas sensíveis.