segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Silêncio


Avelanoso, 2009
Hoje sabe-me o silêncio,
Faz-se, da cor, paladar.
Tocam, as papilas,
O frio do ar
E confundem-se!

Confundem-se no sabor da cor
Refrescada por orvalho, bem cedo,
À maternidade dos dias.

E que, por tons de Outono,
Se afirma nas pétalas em canteiros,
Se cede ao ar em folhas caídas,
Se esbanja, para deleite,
Em bosques de arvoredo.

3 comentários:

Dulce disse...

E em momentos assim a alma pede silêncio, a alma precisa desse silêncio...
Um abraço

deep disse...

Um poema sensitivo e (talvez por isso) inspirador!

Bom fim-de-semana. :)

TatãoPortela disse...

Tanta publicação de “nhec” e tu ainda não…??? Urge!!!